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Glossário cripto: todas as definições necessárias para entrar no mundo cripto.

5
minutos de leitura

Glossário cripto: todas as definições necessárias para entrar no mundo cripto.

23 Aug
Mercado Cripto
Mitie Okabayashi
Content Analyst
23/8/22

Se você está começando no mundo cripto ou apenas deseja revisar os seus principais conceitos, aqui está um glossário com todas as palavras que facilitarão sua vida ao negociar, se você adicioná-las ao seu vocabulário.

Ativo: propriedades, bens ou recursos com valor econômico que são possuídos com o objetivo de obter um benefício no futuro que pode ou não ser econômico, como nos casos de utilidade futura ou projeção de oportunidades.

Ativo digital: propriedades, bens ou recursos com valor econômico de existência digital. Alguns são baseados em blockchain, como os criptoativos, mas também existem ativos digitais fora do ecossistema cripto.

Airdrop: Distribuição gratuita e em massa de um certo número de criptomoedas, onde os desenvolvedores do projeto ou a comunidade que a lidera escolhem os destinatários de forma aleatória.

Altcoin: moedas que são “alternativas" de investimento ao Bitcoin (BTC). As primeiras altcoins foram Litecoin (LTC), Dash (DASH), Monero (XMR) e Ripple (XRP).

Análise fundamental: metodologia utilizada para estudar os ativos financeiros em busca do seu "valor fundamental", ou seja, o valor que deveriam ter de acordo com as suas propriedades essenciais, independentemente do comportamento do seu preço.

Análise técnica: estudo do comportamento e da evolução do mercado por meio de indicadores e gráficos para prever tendências futuras de preços. 

ATH: acrônimo de All Time High, que se refere ao pico máximo histórico de um preço.

Baleia (whale): usuários que possuem uma grande quantidade de ativos de uma criptomoeda ou um token. A figura da "baleia" é usada porque esse tipo de usuário pode movimentar o mercado fazendo uma transação de grande valor e/ou quantidade.

Bear market ou bearish: mercado no período de baixa ou período de queda sustentada dos preços.

Bitcoin: quando escrito com B maiúsculo, refere-se ao projeto, ao protocolo e à rede por trás da criptomoeda principal. Quando está escrito em letras minúsculas, estamos falando das unidades dessa criptomoeda, cuja sigla é BTC, que foi criada em 2008 por Satoshi Nakamoto.

Blockchain: em português, blockchain é um tipo de rede e registro digital que funciona como um "notário público" sem intervenção humana,que não é modificável, capaz de credenciar transações e garantir um sistema de pagamento e cobrança seguro e previsível.

Bull market ou bullish: mercado em alta ou período de aumento sustentado dos preços dos ativos.

Carteira ou Wallet: ferramenta que permite gerenciar contas e senhas para rastrear um portfólio cripto, assim como enviar e receber criptoativos. Existem carteiras de hardware, carteiras de software (incluindo carteiras da web e  de aplicativos) e até carteiras não digitais, como as  de papel. Você já se cadastrou na Ripio?

Carteiras frias/quentes (cold/hot wallet): as carteiras frias (cold wallets) não possuem conexão com a internet e são utilizadas para armazenar criptomoedas e evitar possíveis ataques cibernéticos e as vulnerabilidades dos dispositivos conectados. Já as carteiras quentes (hot wallets) têm a vantagem de estarem sempre prontas para operar imediatamente e com mais conforto.

Contratos inteligentes (smart contract): são códigos adicionados à blockchain, com instruções necessárias para realizar transações ou tarefas digitais, que, quando acionadas, são executadas automaticamente e sem exigir ações de terceiros.

Criptoativo / criptomoeda: meio digital útil para entesouramento, depósito de valor, troca ou pagamento, que funciona em uma rede blockchain e um sistema de registro. Ao contrário das moedas tradicionais, as criptomoedas não exigem um órgão central, como um governo ou um banco.

Criptografia: conjunto de técnicas utilizadas para proteger informações confidenciais, sensíveis ou privadas. Na Blockchain, essa criptografia é estabelecida aplicando funções matemáticas complexas para “esconder” os dados em uma versão criptografada, que pode ser transmitida com segurança.

DAO (Decentralized Autonomous Organization): comunidades organizadas de pessoas que colaboram de uma forma particular para algum interesse ou propósito comum, com deliberação e governança digital, e que usam ferramentas e plataformas criptográficas.

Dapp (Decentralized App): programas informáticos que não são gerenciados por uma entidade e que funcionam de maneira autônoma, sendo regulados por contratos inteligentes (smart contracts) e operados por múltiplos nós em uma Blockchain.

DCA (Dollar Cost Averaging): é uma estratégia que consiste em comprar a mesma quantidade de criptomoedas de vez em quando (semanas, meses, até anos), independentemente do que aconteça no mercado (preço suba ou caia).

Decentralized finances (DeFi): é um ecossistema de contratos inteligentes e aplicativos descentralizados que resulta em uma série de serviços financeiros baseados na tecnologia Blockchain, permitindo que sejam descentralizados, seguros e tenham alcance global. O objetivo do DeFi é criar um sistema financeiro acessível a todos, sem a intermediação de bancos, onde os usuários possam solicitar empréstimos em criptomoedas ou colateralizar* tokens para obter juros, entre outras soluções.

*Ato pelo qual um devedor oferece determinado ativo ao credor em garantia de pagamento da obrigação, prevenindo situações de default.

Descentralização: característica de sistemas que não dependem de um ponto central ou único para funcionar, favorecendo a independência e a formação de comunidades, e dificultando a censura e o controle externo.

Direção cripto: sequência de números e letras que normalmente são produzidas a partir das chaves pública e privada de cada usuário. O endereço público é semelhante ao conceito de uma "conta", sendo um conjunto de dados que é compartilhado com o restante da rede para operar, enquanto o privado funciona como uma "chave" ou "senha".

Do your own research (DYOR): em outras palavras, "faça sua própria pesquisa". Existem muitas partes que parecem promover “desinteressadamente” certas criptomoedas ou tokens, mesmo que possam ter um propósito oculto. É por isso que você deve sempre ler, pesquisar e analisar antes de qualquer movimento de compra de criptomoedas.

ERC-20: protocolo de contratos inteligentes Ethereum projetado para facilitar a implementação de várias funcionalidades em sua Blockchain. Os tokens ERC-20, criados a partir deste protocolo, são interoperáveis ​​e fungíveis, ou seja, cada unidade é e sempre será exatamente igual em tipo e valor a outra unidade do mesmo token.

ERC-721: este protocolo da rede Ethereum baseia a sua existência e funcionamento na promoção da escassez digital, tanto para o desenvolvimento de colecionáveis, ​​como para a sua funcionalidade em outras áreas,como jogos ou registos Blockchain de propriedade privada e intelectual. Por causa do ERC-721, os tokens são caracterizados por não serem fungíveis, ou seja, eles são únicos.

Ether: criptomoeda nativa da rede Ethereum, criada em 2015 pelo programador Vitalik Buterin e uma equipe de desenvolvimento. Sua sigla é ETH.

Ethereum: plataforma open source, descentralizada e baseada no modelo blockchain que, além de servir como rede e registro de transações, permite a implementação de contratos inteligentes e a criação de aplicativos descentralizados.

Exchange: plataformas onde são feitas trocas de criptomoedas, tanto entre usuários quanto com a própria bolsa, nas quais podem ser feitas ordens de compra e venda. Existem bolsas centralizadas (CEX), geridas por uma empresa ou instituição, mas também existem bolsas descentralizadas (DEX), onde os usuários negociam entre si (peer-to-peer) dentro de uma plataforma que funciona com base em contratos inteligentes.

Fear of missing out (FOMO): esse conceito, especialmente popularizado por sua sigla, indica o “medo de ficar de fora”, ou seja, aquele estado de espírito de um investidor em relação ao fato de que se ele não fizer sua jogada o quanto antes, ele pode perder lucros potenciais.

Fee (taxa de transação): é uma taxa que pode ser aplicada a uma transação enviada por meio de uma Blockchain para garantir que seja concluída mais rapidamente. Essa alimentação geralmente é paga aos mineradores ou delegados da rede como parte dos incentivos ao seu trabalho. Cada rede de criptomoeda ou blockchain define o valor de sua taxa.

FORK: alteração que ocorre em um projeto cripto quando seu código-fonte é modificado acidentalmente (erro do sistema), intencionalmente (alterações de protocolo) ou maliciosamente (se um pool de mineração obtiver poder de computação suficiente). Às vezes, essas mudanças fazem com que uma nova Blockchain seja gerada — quando isso acontece, falamos sobre um hard fork.

FUD: um acrônimo para Fear, Doubt and Uncertainty. Indica as sensações negativas de um mercado, como medo, dúvida e a falta de certeza, e está associado a períodos de baixa.

GAS: preço interno para executar uma transação ou contrato inteligente na rede Ethereum. É pago em ETH. Embora "GAS" seja um conceito característico dessa blockchain, muitas outras redes cobram taxas semelhantes.

Halving: redução pela metade do valor nominal de BTC que os mineradores recebem como recompensa por concluir um bloco de transações para essa rede. Esse processo de mineração é o único pelo qual um novo BTC pode ser criado. O Halving implica que o protocolo Bitcoin é projetado para que a emissão de novos bitcoins por bloco minerado seja reduzida pela metade a cada 4 anos.

Hash: impressão digital que permite identificar e validar a autenticidade de uma transação em um bloco da cadeia Blockchain.

HODL: modificação do verbo HOLD (manter), em inglês, que funciona como sigla para Hold On to Dear Life, que no ecossistema cripto se traduz como manter o portfólio sem intenção de venda.

​​Market cap: a capitalização de mercado é o resultado da multiplicação do preço de uma determinada criptomoeda em um determinado momento pelo seu valor total em circulação. O resultado oferece um indicador da magnitude ou do escopo dessa criptomoeda.

Mineração: atividade pela qual novos criptoativos são emitidos e as transações são confirmadas em uma rede blockchain. Existem vários modelos, como a mineração de prova de trabalho (PoW), que é realizada pelo Bitcoin, que é um processo computacional que permite processar e validar transações de rede conectando o hardware a um software específico (Bitcoin Miner). Outros sistemas  são baseados na posse de criptomoedas (comprovante de participação ou comprovação de participação — PoS) ou em outros protocolos de mineração.

Mineiro: pessoa que valida transações e cria blocos em troca de um incentivo pago com a criptomoeda da Blockchain minerada.

Moeda fiat: dinheiro com curso legal emitido por entidades autorizadas por lei, como o Banco Central de um país. Inclui moedas, notas e quaisquer meios de câmbio fabricados e reconhecidos pela entidade legalmente mandatada.

Nó: computador ou dispositivo que faz parte de uma rede Blockchain. Geralmente existem nós completos, que contêm uma cópia da cadeia de contabilidade, e nós de mineração, que também trabalham no processamento de informações e transações da rede.

Non-fungible token (NFT): originados no protocolo ERC-721 da Ethereum, os tokens não fungíveis são uma solução criptográfica que permite que objetos reais ou digitais, com qualidades únicas, irrepetíveis e indivisíveis, sejam representados em uma Blockchain, como uma escritura de propriedade ou um determinado item único de um jogo.

Peer-to-peer (P2P): as redes e os sistemas de pares, ou ponto a ponto, são aquelas em que os usuários podem se comunicar e operar por meio de uma conexão de rede e softwares específicos, mas sem a intermediação de terceiros. Satoshi Nakamoto pensou no Bitcoin como “um sistema de dinheiro eletrônico ponto a ponto”.

POAP (Proof of Attendance Protocol): o protocolo de comprovação de presença permite garantir a presença de uma pessoa (representada por um endereço criptográfico) em determinado evento: um curso, uma convenção, o lançamento de um novo serviço, uma reunião da comunidade.

Proof of stake (PoS): protocolo de consenso distribuído em que a probabilidade de um apostador encontrar um bloco de transações e receber o incentivo correspondente é diretamente proporcional à quantidade de moedas que ele acumulou.

Proof of work (PoW): protocolo de consenso distribuído no qual os mineradores emprestam poder de processamento à rede conectando software e hardware específicos.

Protocolo: na ciência da computação, protocolo é o conjunto de regras que regulam a comunicação entre sistemas digitais. No caso das redes Blockchain, o protocolo determina as regras oficiais acordadas com as quais os usuários interagem e realizam operações.

Protocolos de consenso: são algoritmos que regulam a forma como cada rede criptográfica processa, valida e registra suas transações. Em muitas comunidades, esses protocolos também determinam os sistemas de mineração e as suas recompensas. Existem diferentes tipos, como prova de participação (PoS: baseada na posse de determinada criptomoeda), prova de trabalho (PoW: que consiste em resolver problemas criptográficos) e outras, como autoridade ou queima.

Return of investment (ROI): o ROI (retorno do investimento) calcula o lucro ou benefício obtido de um investimento. Basicamente, o capital investido deve ser comparado com o atual, levando em consideração o novo preço do ativo

Satoshi Nakamoto: criador ou grupo de desenvolvedores  responsável por criar o protocolo e a rede Bitcoin. A sua identidade verdadeira é desconhecida.

Satoshi: menor fração do bitcoin, equivalente a 0.00000001 BTC.

Scam: golpes realizados especificamente por meios eletrônicos. "Scamcoin" é comumente usado para moedas digitais que não são suportadas por Blockchains e cujo esquema é fraudulento.

Solidity: a linguagem de programação própria da Ethereum, na qual os contratos inteligentes são escritos e os aplicativos descentralizados de seu ecossistema são desenvolvidos.

Stablecoins: moedas "estáveis", pois são ativos digitais vinculados ao preço de outros ativos, como o dólar ou o real. Dessa forma, eles evitam as grandes variações no preço das criptomoedas com preços livres.

Staking: coleção de tokens e criptomoedas que são "bloqueados" em uma rede com protocolo PoS (proof-of-stake) para poder participar da mineração, ou que é "depositado" em protocolos DeFi para obter um retorno ou recompensa.

Swap: protocolo de transação que permite que uma criptomoeda seja trocada por outra sem a necessidade de um intermediário.

Token: forma de representar valor dentro de uma determinada comunidade. As fichas de cassino são um exemplo de tokens físicos e  as criptomoedas são tokens digitais.

Trading: conjunto de ações, tarefas e procedimentos que um negociador deve realizar para efetuar suas operações de compra e venda.

White paper: documento informativo que detalha os fundamentos, as características e o funcionamento de um projeto em desenvolvimento. No mundo cripto, os White Papers geralmente detalham características sobre suas moedas e a mineração, determinando a forma como os novos tokens são gerados e os protocolos com os quais as informações são processadas.