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Disposições do Bacen

O Banco Central do Brasil tem se mostrado disposto a criar um modelo de moeda digital no país. De acordo com o G1, no dia 20 de agosto de 2020,o Bacen informou que criou um grupo de estudos para discutir a possível emissão dessa moeda.

Sobre isso, é importante ressaltar que o modelo proposto é a criação da versão digitalizada do próprio real, num sistema conhecido como CBDC (Central Bank Digital Currency, algo como "Moedas Digitais de Bancos Centrais"). 

Este modelo de moeda digital proposto não compartilha dos princípios básicos das criptomoedas, já que seria regulada, controlada e emitida por um governo central. O próprio Bacen faz questão de ressaltar que esta moeda digital estatal não será como um “bitcoin”.

A descrença do banco central do Brasil com modelos tradicionais de criptomoedas pode ser também observada na coluna de Gustavo Loyola, ex-presidente do Bacen, para o Valor Econômico

Nela, Loyola diz que as criptomoedas não “satisfazem os requisitos mínimos para serem denominadas ‘moedas’ à luz dos cânones da teoria monetária consagrada” e a “substituição da moeda emitida pelos bancos centrais por ‘criptomoedas’ emitidas pelo setor privado é apenas uma miragem, e nada mais do que isso”.

Sendo assim, concluímos que além da falta de regulamentação no setor de criptomoedas, o Banco Central do Brasil prefere priorizar a discussão de uma CBDC que, apesar de digital, não compartilha das mesmas características de stablecoins como a DAI.