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O que é criptomoeda e como investir de forma segura?

O que é criptomoeda e como investir de forma segura?

Entenda o que é criptomoeda e como investir de forma segura nesse post que preparamos especialmente para você!

Santiago Juarros
Content Analyst
20/9/22

Desde o surgimento do Bitcoin (BTC), em 2009, as criptomoedas vêm ganhando espaço no mundo das transações financeiras. Atualmente, são mais de 15 mil criptomoedas em circulação! No entanto, apesar de a maioria das pessoas já ter ouvido falar delas, são poucas os que realmente entendem o que é criptomoeda, além de quais são os seus riscos e vantagens.

A desinformação acerca das criptos não surpreende, tendo em vista que entender sobre esse assunto não é uma tarefa simples, já que as transações envolvem uma tecnologia inovadora, além de conceitos modernos que ainda estão em formação. Portanto, se você pensa em investir nessa categoria de ativos, é fundamental que conheça as principais informações a respeito.

Pensando nisso, preparamos um conteúdo especial para você, explicando de maneira simplificada e com linguagem usual o que é criptomoeda e os seus principais exemplos. Tire todas as suas dúvidas a seguir! 

O que são criptomoedas?

A criptomoeda é uma forma de dinheiro que, diferentemente do dólar, euro ou real, não existe em formato físico – apenas digital. Além disso, ela não é emitida por bancos nem controlada por governos e o seu valor é determinado apenas pela oferta e demanda do mercado. Ou seja, é um ativo totalmente descentralizado.

O prefixo “cripto” é utilizado porque as moedas digitais utilizam criptografia e outros métodos matemáticos para assegurar a segurança e velocidade nas transações entre os usuários do sistema.

Então podemos afirmar que qualquer moeda virtual que utilize a tecnologia blockchain é uma criptomoeda, sendo o Bitcoin, a primeira criptomoeda efetivamente lançada.

As criptomoedas são criadas a partir de pedaços de códigos (blocos) que são emitidos na rede de Blockchain. Esses ativos podem ser utilizados como meio de pagamento para compras digitais e físicas – diversos estabelecimentos aceitam Bitcoin como forma de pagamento

Também há exemplos de nações adotando o BTC como moeda oficial, como é o caso de El Salvador

Por que as criptomoedas se tornaram tão populares?

A característica que mais chama a atenção do mercado sobre as criptomoedas é o fato de elas serem um ativo descentralizado, ou seja, sem o controle de um órgão central. Isso faz com que muitos usuários se sintam mais livres para fazer transações sem o intermédio de bancos e instituições financeiras.

O Bitcoin, bem como outras criptos, surgiu da necessidade de dar mais liberdade para os cidadãos, essa foi a grande motivação de Satoshi Nakamoto ao lançar a criptomoeda mais famosa da história. 

Além disso, as criptomoedas são alternativas mais rápidas e ágeis ao sistema financeiro tradicional. A tecnologia por trás da emissão, feita em redes blockchain, pode ser expandida para diferentes tipos de serviços, como o desenvolvimento de redes descentralizadas que acabam com a burocracia cotidiana de cartórios, bancos e instituições em geral.

Em 2017, quando o preço do Bitcoin chegou a quase 20 mil dólares, o assunto viralizou. Após a queda do preço, o tema saiu das rodas de conversa e muitos ficaram desatualizados sobre o setor.

Desde então, o mercado está se profissionalizando e amadurecendo cada dia mais, com empresas gigantescas construindo sua base. O Bitcoin já não é mais visto como uma moeda de geeks/nerds ou de libertários e vem sendo mais aceito como uma alternativa de investimento e especulação.

Estamos em um ótimo momento para começar a compreender porque as criptomoedas são uma revolução da qual não podemos ficar de fora.

Para que servem?

A utilidade principal das criptomoedas é o envio de valores em um sistema completamente seguro e digital, de forma independente, a qualquer hora e em qualquer lugar.

Mais do que dinheiro da internet, trata-se da internet do dinheiro. É uma rede aberta, neutra e incensurável, imune às pressões de governos autoritários ou decisões monetárias de bancos centrais irresponsáveis.

Conheça algumas características das principais criptomoedas:

  • Escassa
  • Durável
  • Portátil
  • Transparente
  • Descentralizada

Como nasceram as outras moedas digitais?

Muitas moedas alternativas surgiram do Bitcoin no decorrer dos dez anos de sua existência. Isto se deve ao fato de que o Bitcoin tem seu código aberto, portanto qualquer pessoa pode revisá-lo, alterá-lo ou copiá-lo.

Dessa forma, uma enorme quantidade de programadores passou a se basear nele para criar suas próprias criptomoedas. Assim nasceram as diversas altcoins (criptomoedas alternativas).

Algumas delas com modificações que, defendem, melhoram aquele ou outro “defeito” do Bitcoin ou apresentam novas funcionalidades/características. O fundamental é que essa profusão de ideias e experiências multiplicou as aplicações possíveis de uma blockchain.

Agora já não se trata apenas do Bitcoin, mas sim de quais são as aplicações mais revolucionárias da tecnologia blockchain.

Criptomoeda para quem não entende do assunto

Agora que você já entende o básico de todo esse universo, podemos detalhar ainda mais os termos envoltos às criptos. Entenda, a seguir, o que significa cada mecanismo utilizado no sistema de emissão das criptomoedas e como eles funcionam de forma interligada. 

Descentralização

É provável que ao pesquisar sobre o que é uma criptomoeda, você se depare com a palavra “descentralizada”. Nós mesmos já citamos o termo várias vezes até aqui. Como dito, as moedas digitais são descentralizadas e dependem de um órgão ou governo responsável por controlar a sua emissão e circulação, sendo que essa função cabe aos próprios usuários.

Ficou confuso de entender? Pense, então, em uma moeda como o real (R$). O Conselho Monetário Nacional (CMN) é o responsável por autorizar a sua emissão e, junto ao Banco Central, gerenciar a sua circulação com o objetivo de fornecer uma quantidade adequada de papel-moeda à população. 

Dessa forma, a quantidade disponível de dinheiro vivo em circulação deve ser suficiente para atender às necessidades dos consumidores e das empresas, além de estar de acordo com as políticas econômicas do governo para o país. No sistema descentralizado, isso também acontece, cabendo aos usuários emitir as novas moedas digitais.

Blockchain

As criptomoedas são criadas em uma rede blockchain, mas o que isso significa na prática? O conceito de blockchain surgiu em 2008, em um artigo de autoria do criador Satoshi Nakamoto. Na teoria, o sistema é denominado como sendo “uma rede que marca o tempo das transações, colocando-as em uma cadeia contínua no ‘hash’, formando um registro que não pode ser alterado sem refazer todo o trabalho”.

Na prática, essa tecnologia inovadora consiste em códigos digitais que formam conjuntos de blocos interligados de dados. Para a mineração acontecer, de fato, ela precisa ser feita por meio dessas redes fechadas. 

É por meio da blockchain que é possível enviar e receber informações relacionadas às transações feitas com criptomoedas. Assim, todos os registros de movimentações de moedas digitais são gravados em redes criptografadas e seguras. 

Pagamentos em cripto

As criptomoedas também funcionam como sistema de pagamentos. Com elas, o usuário pode pagar contas, serviços e produtos, além de receber pagamentos. A grande vantagem é que essas transações podem ser feitas entre quaisquer países, já que os ativos digitais não precisam ser convertidos para a moeda local de cada nação. 

Para entender, na prática, imagine um indivíduo no Brasil que deseja adquirir um produto de US$ 500 nos EUA. Para isso, ele precisa, primeiro, converter a quantidade equivalente de reais para dólares. Supondo que a taxa de câmbio entre as moedas seja de R$ 2, o consumidor pagará R$ 1 mil por um produto de US$ 500.

Caso ele opte por pagar em criptomoedas, não será necessário fazer a conversão, já que o consumidor e o vendedor fazem uso da mesma moeda. Supondo que o produto custe 20 BTC, o consumidor pagará exatamente isso. Dessa forma, a vida dos consumidores e comerciantes ao redor do mundo é facilitada e cria-se um meio de pagamento universal.

Quantas criptomoedas existem?

Atualmente, há mais de 15 mil criptomoedas circulando pelo mercado e esse número continua crescendo. Confira alguns exemplos!

Bitcoin

O precursor de todo esse movimento foi o Bitcoin, que foi criado em 2008 por Satoshi Nakamoto e vem ganhando aceitação e adeptos no mundo inteiro. A moeda ganhou tanta popularidade e foi tão buscada por investidores que o seu valor foi às alturas: 1 BTC já chegou a valer R$ 300 mil. 

Ethereum

A segunda maior criptomoeda do mercado é a Ether (ETH), da rede Ethereum. Esse ativo apresenta algumas características inovadoras em relação ao Bitcoin, como a possibilidade de utilização da blockchain da criptomoeda para armazenar contratos inteligentes (smart contracts) e registros. 

Litecoin

A principal altcoin do mercado é a Litecoin (LTC), que foi por muitos anos a terceira cripto mais comercializada. A LTC foi criada com base em um novo algoritmo, com o objetivo de aumentar a velocidade das transações.

Ripple

A Ripple foi criada com o intuito de fornecer mais rapidez nas transações realizadas globalmente, reduzindo os seus custos e garantindo maior liquidez aos investidores. 

Capaz de suportar até mil transações por segundo, cada transação de Ripple (XRP) exige uma quantidade de 0,00001 XRP para ser realizada. 

Tether

A principal stablecoin do mercado é a Tether (USDT), moeda atrelada ao dólar que apresenta pouca volatilidade.  Para cada USDT emitido, haverá US$ 1 equivalente em caixa. 

Uniswap

A Uniswap (UNI) é um token DeFi (finança descentralizada) lançado pela Uniswap Protocol, uma das exchanges descentralizadas (DEX) mais famosas do mundo. Criada em 2017 pelo engenheiro Hayden Adams, a UNI foi projetada para servir como token de governança da plataforma.

Como ganhar dinheiro com criptomoedas?

Mineração

Uma das formas mais primitivas de ganhar dinheiro com criptos é começar pela fonte e minerar Bitcoin. A mineração de criptomoeda nada mais é que a emissão de novas criptos através da rede blockchain – plataforma que permite a transação das moedas digitais. 

Para garantir uma transmissão segura, o sistema faz uso de um algoritmo que cria uma espécie de “quebra-cabeça”, que deve ser solucionado para completar a transmissão. Qualquer pessoa pode minerar BTC, desde que tenha um computador potente que forneça energia e desempenho para a atividade.

Trade

O método de trade é bastante tradicional no mercado financeiro e também pode ser utilizado no campo das criptomoedas. Para lucrar com Bitcoin ou outras criptos, você deve comprar a sua criptomoeda em uma corretora e ficar de olho no histórico de preços.

Quem escolhe o trade tem o hábito de comprar a moeda em uma cotação mais barata e vendê-la por um preço elevado poucas horas depois. Dependendo do seu perfil de investidor, é possível escolher entre day trade (compra e venda no mesmo dia), swing trade (entre três dias e algumas semanas) e position (sem prazo determinado).

Hold com foco no longo prazo

O método mais tradicional e seguro para investir em criptomoedas é com foco no longo prazo, fazendo pequenos aportes sempre que surgir uma boa oportunidade. É o famoso “hold” ou "hodl", quando você compra e espera a moeda se valorizar.

As exchanges têm um papel muito importante no processo, já que elas oferecem suporte tecnológico e estratégico, além de atuar como intermediadoras da transação. Quanto melhor for a exchange, maiores são as chances de você ser bem-sucedido no investimento.

Jogos play-to-earn

Os jogos virtuais play-to-earn (jogue-para-ganhar) são a nova febre do universo cripto. Com eles, os usuários podem ganhar criptomoedas jogando, além de colecionar itens exclusivos conforme avançam as etapas nos games.

O Axie Infinity é um dos principais exemplos de jogos dessa categoria. Nele, você pode acumular tokens AXS e trocar por utensílios do jogo, bem como transformar esses ganhos em dinheiro real à medida que acumula tokens. Esses universos também permitiram a ascensão dos NFTs, itens colecionáveis exclusivos do ambiente virtual.

Saiba mais: NFT: o que é?

Quais cuidados tomar ao investir em criptomoedas?

Tudo que foi citado ao longo do artigo pode ser considerado como benefício, como por exemplo: criptomoedas são globais, descentralizadas e transparentes. No entanto há preocupações que podem ser consideradas como desvantagens por alguns.

O investimento em criptomoedas tem várias vantagens, mas também deve ser avaliado com cuidado, especialmente pelo investidor iniciante. Assim como outros investimentos voláteis, a compra de criptomoedas também traz riscos para o investidor. 

Além das oscilações de mercado, é preciso tomar cuidado com as  promessas de ganho fácil por meio de plataformas suspeitas e não regulamentadas. Com o tema em alta, é comum que surjam golpistas e propostas fora da realidade capazes de cativar quem nunca investiu antes. 

As fraudes no mercado cripto, vale lembrar, acontecem por intermédio de outras pessoas, e nunca pelo sistema blockchain. Por isso, lembre-se de estudar e se informar muito antes de optar pela entrada no mercado. Confira essas dicas de segurança  antes de negociar os seus ativos.

Um dos nossos objetivos em educar o mercado é exatamente este, desmistificar as preocupações e inseguranças. Confira em nosso blog outros artigos que vão te ajudar a entender melhor a tecnologia e o mercado.

Como adquirir criptomoedas?

Agora que você já sabe o que é criptomoeda, o próximo passo é fazer o melhor uso dela. Tratando-se de como comprar Bitcoin ou outras criptos, a melhor solução para quem é iniciante no mercado é contar com a ajuda de uma plataforma especializada.

Além do sistema de blockchain, que permite a negociação direta entre usuários, é possível negociar criptos por meio de corretoras indiretas, que dão maior segurança e conforto para o investidor. 

Vale lembrar que criptomoedas são ativos voláteis e de alto risco. Portanto, fique atento a promessas de ganhos fáceis e rápidos, estude as suas características e o  funcionamento do projeto e esteja preparado para correr riscos. Informe-se sobre a volatilidade do mercado antes de aportar sua carteira nos ativos.

Criptomoedas em 2022

O momento não é dos mais favoráveis para a economia mundial, muito em consequência da crise global causada pela guerra na Ucrânia e com a alta dos juros na economia americana. 

Para acompanhar a oscilação das moedas digitais, é preciso estar atento aos gráficos – da mesma forma que acontece com os investimentos de renda variável. Caso não tenha experiência com a leitura de gráficos, é possível se informar por meio de relatórios disponibilizados pelo próprio site das criptos ou mesmo nas plataformas especializadas,que  apresentam as variações de compra e venda em tempo real, com todas as informações necessárias para você fazer as melhores escolhas com base na cotação atual.

Conclusão

Agora que você já sabe o que é criptomoeda e quais as melhores formas de adquirir as suas, que tal se manter informado sobre as principais tendências do universo cripto? Com a busca por sistemas descentralizados cada vez mais em ascensão, é provável que o futuro esteja reservado para aqueles que se relacionam melhor com essa forte inovação.