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Diferenças entre Proof of Work e Proof of Stake

22/2/21

Pelo fato das criptomoedas não necessitarem de um intermediário para realizar transações, tudo é feito através do próprio blockchain.

Como já mencionamos em artigos anteriores, o Bitcoin utiliza o método “Proof of Work” (prova de trabalho) para o seu funcionamento, em que mineradores realizam o trabalho através do poder de processamento computacional para manter a blockchain.

Mas existe também outra forma que tem feito sucesso recentemente, conhecida por “Proof of Stake”.

Como funciona o Proof of Work (PoW)?

Esse mecanismo utiliza formas avançadas de matemática, conhecida como criptografia. É exatamente por essa razão que os criptoativos são chamados de “cripto”.

A Ripio já escreveu sobre a história das criptomoedas, caso queira saber mais sobre seus funcionamentos.

Os mineradores competem entre si, usando seus computadores para resolver o desafio matemático criptográfico, e o primeiro que resolve o algoritmo é remunerado com a criptomoeda.

Funciona semelhante a uma mineradora de ouro, em que para se achar ouro é preciso cavar e minerar. Porém, no mundo digital todo o esforço é realizado pelos computadores. E é assim que novas moedas são criadas quando utilizado o sistema de Proof of Work.

No fundo, o Proof of Work se resume em quem tiver o maior poder de processamento tem mais chances de conseguir minerar o próximo bloco. No longo prazo, os mineradores que realizarem mais provas de trabalho (Proof of Work) serão melhores recompensados.

No mundo ideal, esse mecanismo foi pensado de forma que cada minerador fosse justamente recompensado, de acordo com a sua participação, mantendo a descentralização da moeda.

Vantagens do Proof of Work

Com o seu princípio de recompensa por provas de trabalho, ele incentiva a eficácia pois quanto mais você minerar, melhor será a sua recompensa. E por conta desse mecanismo que o Bitcoin se tornou uma moeda tão famosa, sendo a mais importante do mundo. Inúmeras pessoas e empresas viram o potencial do Proof of Work e o utilizam a seu favor, fomentando o uso da blockchain.

Desvantagens do Proof of Work

  1. Como todo o trabalho é feito por computadores que ficam ligados 24/7, o consumo energético é enorme. Caso você more em um país em que a conta de energia é cara, como o Brasil, realizar a mineração se torna bastante complicado.
  2. É necessário um equipamento altamente performante, ou seja, é necessário um investimento inicial muito alto em computação.
  3. O processo de mineração acaba por se centralizar nas enormes mining farms (grandes empresas focadas em mineração), tornando o processo inacessível para pessoas comuns.

Criptomoedas conhecidas que usam o Proof of Work: Bitcoin, Bitcoin Cash, Litecoin e Monero.

Agora vamos falar um pouco sobre o Proof of Stake (PoS)

Esqueça por um momento o conceito de Proof of Work para imaginar o Proof of Stake, pois a forma em que os blocos são gerados é diferente. Os validadores são escolhidos pelo sistema de acordo com a quantidade de moedas que o validador tem na rede.

O tamanho do valor em carteira e o tempo guardado determinam as chances de um validador ser escolhido para a formação do bloco seguinte. Quanto mais moedas tiver, maior será a sua participação (stake) na blockchain da criptomoeda e consequentemente maior o interesse em que a rede funcione sem falhas. Daí o nome Proof of Stake (prova de participação).

E claro, o validador selecionado que gera o novo bloco é recompensado.

Vantagens do Proof of Stake

  1. Maior lealdade dos participantes, como os validadores são recompensados pela quantidade de recursos depositados e tempo, incentiva as pessoas a deixarem seus recursos investidos na criptomoeda.
  2. Maior dificuldade em uma só pessoa controlar 51% da rede, evitando o famoso ataque 51%, o que perpetua sua descentralização.
  3. Como não é necessário enormes investimentos em computadores e energia, o Proof of Stake é mais amigável para o meio-ambiente e mais acessível para os indivíduos.

Desvantagens do Proof of Stake

  1. Como os valores são escolhidos conforme o tamanho de seus ativos na rede, os “ricos” serão beneficiados e remunerados, aumentando as suas chances de serem escolhidos novamente em um próximo bloco.
  2. Será preciso deixar suas moedas travadas em uma carteira por um certo período de tempo, de forma que seja preciso estar sempre exposto ao risco de desvalorização do ativo, não sendo possível vender nos momentos que julgue necessário. Logo para fazer parte é preciso de muita confiança nos fundamentos do projeto.

Criptomoedas conhecidas que usam o Proof of Stake: NEO, Decred, Dash e Nuls.

Qual é o melhor?

Não tem melhor ou pior, ambos os mecanismos têm os seus prós e contras e atendem muito bem aos requisitos que pretendem cumprir. 

A avaliação deve partir dos objetivos que determinado projeto pretende atingir, o seu propósito e uma série de outros requisitos técnicos para somente então avaliar qual tipo de mecanismo da rede atende melhor.

É importante lembrar que existem outros tipos de mecanismos que derivam do PoS, como o LPoS e DPoS, mas esse papo fica para outro artigo.

Que tal se aprofundar ainda mais nos tipos de mecanismos de rede para entender principalmente a diferença na mineração do Bitcoin em relação a outras criptomoedas?

Então acesse agora as nossas guias, são materiais muito ricos em conhecimento, produzidos em uma linguagem fácil de entender e por pessoas que realmente entendem da tecnologia.