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Tether: A stablecoin que busca igualdade com o dólar (EUA)

Tether: A stablecoin que busca igualdade com o dólar (EUA)

Conheça o Tather (USDT), o stablecoin que tem como proposta a igualdade com o dólar (EUA), um ativo completamente diferente dos tradicionais

Luana Miyuki
Content Analyst
12/12/22

Na lista das principais criptomoedas, Bitcoin (BTC) e Ethereum (ETH) despontam como as mais conhecidas e valiosas do setor. Porém, há uma stablecoin pronta para acabar com esse reinado: a Tether (USDT) é hoje uma das criptos com maior valor de mercado.

A Tether tem o seu valor atrelado ao dólar, sendo uma das opções mais seguras para se investir. Mas, afinal, como funciona essa stablecoin e quais são os riscos envolvidos no investimento? Confira a seguir!

O que é a Tether?

Criada pelos norte-americanos Brock Pierce, Craig Sellars e Reeve Collins, em 2014, a Tether (USDT) é uma criptomoeda que inicialmente era chamada de RealCoin. O desejo do trio era criar um ativo digital nos mesmos moldes de outras criptos consagradas, mas com o valor atrelado ao dólar.

Por ter seu valor de mercado determinado por uma moeda centralizada (no caso, o dólar americano) e não surgir por mineração, a Tether é considerada uma stablecoin, o que, em tradução literal, significa “moeda estável”. 

Para que a sua circulação seja permitida, é preciso que a empresa que a emite (a Tether Limited) mantenha em seu caixa a mesma quantidade de Tether em dólares. Para cada 1 USDT criado, a empresa gestora da stablecoin precisa ter US$ 1 em suas reservas bancárias para, dessa forma, garantir os recursos necessários para os seus investidores.

Ou seja, hipoteticamente, se houvesse 100 USDT em circulação, a empresa precisaria ter US$ 100 no caixa como um backup. Isso, no entanto, foi uma das origens de uma das maiores polêmicas envolvendo esse criptoativo. 

Para que serve a Tether

Por ter um baixo valor de mercado e chances mínimas de valorização extrema, a função principal da USDT é ser usada para compras online e nos estabelecimentos que a aceitem. 

Portanto, caso o seu objetivo primário seja investir em criptomoedas pensando em ganhos a longo prazo, essa pode não ser a melhor alternativa para você.

Os desafios da Tether

Em 2018, a Tether Limited não completou a auditoria necessária para confirmar ao governo dos Estados Unidos que havia dólares suficientes em caixa para suportar a quantidade de stablecoins emitidas. Com isso, houveram especulações de que a empresa tinha inflado os dados do ano anterior – algo que vai contra as obrigações da empresa enquanto viabilizadora de uma stablecoin. 

Em fevereiro de 2019, a empresa admitiu que, na realidade, havia apenas uma fração de USDT em circulação sendo, de fato, sustentada por dólares em sua posse. As demais unidades estariam, supostamente, sendo mantidas por reservas de terceiros, além de outras posses não necessariamente monetárias.

As últimas notícias envolvendo a Tether, entretanto, garantem que a empresa investiu pesado em auditorias e tem contribuído com análises constantes para comprovar o seu fluxo de caixa. Com isso, a stablecoin volta à rota dos investidores que buscam boas oportunidades para além do BTC e do ETH. 

As diferenças entre Tether e as principais criptomoedas 

Em comparação com outras criptomoedas, quem investe em Tether não tem a mesma possibilidade de ter grandes ganhos financeiros. Entenda as principais diferenças dessa cripto para as principais do mercado.

Tether vs. Bitcoin

Como o valor de USDT está integralmente atrelado ao valor do dólar americano, as probabilidades de uma valorização como a sofrida pelo BTC, por exemplo, não existem. 

Isso porque o Bitcoin é uma moeda que não se baseia em nenhum ativo fiduciário para oscilar no mercado. Sendo assim, ela age por conta própria e pode apresentar ganhos muito altos – assim como o contrário também pode ocorrer. A Tether, sendo uma stablecoin, tem um desempenho previsível e regular. 

Tether vs. Ethereum 

Já quando a comparação é com ETH, as diferenças são ainda mais características. A Ethereum é a maior plataforma descentralizada do mercado, oferecendo soluções que vão muito além de uma cripto de mesmo nome.

O Ether é usado com dois propósitos: ser um criptoativo e uma base para a execução de serviços descentralizados. Já o USDT é usado essencialmente como reserva de valor para atividades de trading (investimento) e arbitragem.

Vale a pena investir em Tether?

Agora que você já sabe como funciona o Tether e quais são as suas principais características, deve estar se perguntando se ainda vale a pena investir nesse ativo digital. Confira as principais vantagens e riscos:

Vantagens

Os investidores que buscam por ativos conservadores veem na Tether uma boa oportunidade de explorar o mercado cripto sem o risco de sofrer grandes oscilações. Como dito, a moeda é estável por estar atrelada a um ativo fiduciário (o dólar) e, portanto, serve como uma base sólida de reserva de valor.

A USDT é uma das principais stablecoins do mercado, sendo uma opção interessante para quem deseja investir em dólar de maneira mais ágil e rápida. 

Riscos

Já os riscos envolvendo a stablecoin estão atrelados à falta de transparência da própria empresa, que já se envolveu em polêmicas com a não divulgação de dados e garantias. Além disso, a cripto, assim como muitas outras, faz parte de um mercado ainda em evolução.Sendo assim, é importante que você avalie o seu perfil de investidor, bem como os seus objetivos no mercado cripto.

Conclusão

Antes de investir em Tether, é importante que você estude o ativo e saiba o que o mercado e seus investidores estão falando sobre o ativo. Dessa forma, fica mais fácil avaliar os riscos e oportunidades em torno da cripto.

Assim como outras criptos, o USDT vem sofrendo oscilações por conta das crises globais, como os conflitos entre Rússia e Ucrânia, bem como a alta dos juros na economia americana. Por ser uma stablecoin atrelada ao dólar, ela sofre ainda mais com os respingos da macroeconomia global.Ainda assim, a cripto continua sendo recomendada por muitos sites especializados.