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Investir em Bitcoin é seguro? Saiba como funciona e entenda os riscos

5
minutos de leitura

Investir em Bitcoin é seguro? Saiba como funciona e entenda os riscos

15 Sep
Investimentos
Santiago Juarros
Content Analyst
15/9/22

Uma das primeiras dúvidas que surgem na mente de quem está pensando em minerar ou adquirir Bitcoin é sobre a sua segurança. Afinal, muito se fala sobre a alta rentabilidade que essa cripto oferece, mas é preciso conhecer os riscos. Se você tem dúvidas sobre se investir em Bitcoin é seguro, chegou a hora de saber como ele funciona na prática.

O Bitcoin existe exclusivamente na internet e as suas transações são feitas online, em um ambiente criptografado e que, até o momento, não teve a sua integridade ameaçada.

Neste artigo, vamos abordar um pouco sobre o que é Bitcoin, a história e evolução da criptomoeda e explicar as suas principais vantagens para apresentar com fundamentos que o Bitcoin é seguro. No final, ainda reservamos um espaço para te dar algumas dicas essenciais para o caso de você optar por comprar ou minerar essa moeda. Confira!

A história do Bitcoin

O Bitcoin foi criado em 2008 por uma pessoa, ou um grupo de pessoas, sob o pseudônimo Satoshi Nakamoto. Apesar de uma série de indivíduos terem tentado reivindicar a autoria da moeda, não se sabe exatamente quem é a verdadeira figura por trás da criação da criptomoeda.

A moeda digital foi utilizada pela primeira vez em uma transação no ano de 2010, quando  um programador da Flórida, nos Estados Unidos, aportou cerca de dez mil moedas virtuais para comprar uma pizza de US$ 30.

Apesar do potencial que o Bitcoin tinha, o criador – ou grupo de criadores – deixou a comunidade responsável pela manutenção da criptomoeda em 2011. Na época, a mensagem de despedida trazia como principal motivo o envolvimento com outros projetos.

Ascensão no mercado

Após a saída de Satoshi, o Bitcoin levou mais um tempo para se popularizar, ganhando a atenção de investidores e da mídia especializada apenas em 2013. Naquele momento, a pergunta “Bitcoin é seguro?” foi mais presente do que nunca, especialmente pelo conceito de criptomoeda ser algo completamente novo e misterioso.

Apesar dos receios, muitas pessoas compraram ou passaram a minerar Bitcoins, o que acabou lhes trazendo um grande ganho. Em 2013, o valor do Bitcoin saltou de US$ 125 para US$ 1.200, fazendo com que o mundo passasse a prestar atenção ao que na época era chamado de “dinheiro do futuro”.

Oscilação e atualização da moeda

O sucesso do Bitcoin ficou ainda mais claro quando, em 2014, a Microsoft passou a aceitar pagamentos com a moeda virtual para a aquisição de softwares. Porém, no início do mesmo ano, o maior operador de Bitcoin do mundo sofreu um ataque hacker ao seu serviço de carteira digital, fechando sua operação e dando um prejuízo de mais de 750 mil criptomoedas aos seus membros.

O ataque fez com que a moeda perdesse mais da metade de seu valor de mercado. Porém, com o tempo, investidores passaram a recuperar a sua confiança, especialmente após entender que a falha estava naquele serviço de carteira digital específico, e não no Bitcoin em si. Com o passar do tempo, a moeda virtual se recuperou, ganhou prestígio e passou a ser aceita em cada vez mais estabelecimentos.

Hoje, o Bitcoin é consolidado como a principal criptomoeda em vigência no mundo, com seu valor de mercado crescendo de forma potente a cada ano. Com cada vez mais usuários investindo nessa cripto, aumentam também os riscos.

Como funciona o mercado de Bitcoin?

Antes de avaliarmos se investir em Bitcoin é seguro, temos que entender como funciona o mercado em si. Embora a criptomoeda ainda não seja reconhecida oficialmente, já é possível realizar uma série de transações com Bitcoin hoje, e também existe cotação na Bolsa de Valores para a moeda.

Mineração

Como o Bitcoin não é impresso, ele não passa pelo controle de nenhum banco ou governo, sendo considerado uma moeda descentralizada. O seu “surgimento” acontece pelo que chamamos de “mineração”.

De maneira simplificada, a mineração de Bitcoin pode ser entendida como um desafio matemático entre todos os computadores situados na rede. O primeiro usuário a encontrar a solução é remunerado com Bitcoins. No geral, esses processos são bem complexos e demandam um alto nível de processamento.

Além da mineração, também é possível comprar Bitcoin ou trocá-lo por meio de plataformas de exchanges. Essa é, inclusive, uma das formas mais utilizadas por quem deseja investir na criptomoeda, sem precisar gastar muito tempo se aprofundando nos pormenores da mineração.  

Compra e venda de Bitcoins

No caso da transação de Bitcoins por meio de exchanges, a ideia é vista como outros investimentos de renda variável. Portanto, a lógica certa para se dar bem nesse mercado é comprar a moeda quando seu preço estiver menor, esperar a valorização e depois vendê-la a um preço superior.

Outra maneira de ganhar dinheiro com Bitcoin é realizando empréstimos para empresas, por meio de plataformas destinadas a esse objetivo.

Sistema criptografado

Por fim, um último ponto que deve ser explicado é sobre o Bitcoin em si: ao contrário das moedas tradicionais, ele é uma moeda virtual, ou seja, só existe na internet e, por isso, todas as suas transações são feitas de forma online, em um ambiente digital e criptografado.

Inclusive, a criptografia é responsável por aumentar a segurança dessa moeda (falaremos mais sobre isso adiante). Apesar de o Bitcoin ser tratado como um investimento, graças à sua alta rentabilidade, na verdade, ele é uma criptomoeda. Sendo assim, a transação é similar à compra de qualquer moeda digital.

Afinal, investir em Bitcoin é seguro?

Para entender mais sobre a segurança do sistema do Bitcoin, temos de falar sobre blockchain e criptografia – tecnologias que permitem a realização de transações de forma segura entre essa e outras criptomoedas.

Blockchain

A Blockchain funciona, de forma simplificada, como uma cadeia de blocos de informações. Dessa forma, cada bloco de informação possui seu próprio hash, uma função matemática responsável por criptografá-la, transformando-a em um conjunto de números e letras que identificam a transação.

Esses blocos criptografados se unem, gerando uma corrente (por isso o nome, que significa “corrente de blocos”, em tradução literal). Essa corrente, por sua vez, exige que, para acessar um bloco de informação, sua criptografia seja decifrada, assim como a criptografia de cada um dos blocos anteriores.

Por conta da forma que a Blockchain opera, nenhum hacker até hoje foi capaz de fraudar transações feitas com qualquer criptomoeda que use esse sistema. As únicas falhas de segurança relacionadas ao Bitcoin aconteceram em carteiras digitais, ou seja, serviços que operam separadamente da Blockchain, por meio de exchanges terceiras.

Sendo assim, é possível afirmar que comprar Bitcoins é seguro, já que basta armazená-los em um local confiável e criptografado.

Criptografia

Mas, afinal, o que significa a criptografia de fato? Como dito anteriormente, todas as transações realizadas com a moeda virtual são criptografadas. Isso quer dizer que existe um sistema de códigos (complicado e difícil de ser decifrado) que garante a proteção das transações e a segurança da identidade de cada usuário.

Basicamente, toda carteira de Bitcoin mantém uma informação secreta chamada “chave privada” (ou de “semente”). Essa chave é usada para assinar as transações, o que fornece uma prova matemática de que a ação foi realmente executada pelo dono da carteira.

A assinatura ainda previne que a transação seja alterada por outro usuário após ter sido emitida. Depois de realizadas, as transações são divulgadas para todos os usuários do sistema Blockchain e começam a ser confirmadas nos próximos dez minutos pelo processo de mineração.

Embora isso não seja algo de fato inovador – já que até as lojas virtuais utilizam criptografia como segurança de dados –, a grande sacada do sistema é a interligação dos blocos da Blockchain, por meio de um hash, conforme explicamos no tópico anterior.

Quais são os principais riscos de investir em criptos?

Há, realmente, muitas características que nos ajudam a afirmar que investir em Bitcoin é seguro. Porém, como todo investimento, a escolha pela compra dessa criptomoeda também traz riscos. Por menores que sejam, vale a pena explorar também alguns dos principais que rodeiam o universo tanto do Bitcoin como de outras criptos.

Descentralização

Como os tokens digitais existem apenas no universo da internet, eles não existem de maneira física – como as cédulas de dinheiro tradicionais. Além disso, são emitidos sem o controle de um órgão governamental, como o Banco Central. Sua oscilação também é feita de maneira descentralizada, sem uma interferência direta de políticas monetárias.

Ainda que isso possa ser visto como uma vantagem para algumas pessoas, já que não há como emitir mais moedas do que o permitido pelo sistema – o que acaba evitando a desvalorização acentuada –, a descentralização também pode trazer alguns riscos.

Isso porque não existem legislações nem regras específicas a respeito do Bitcoin, o que cria um ambiente de negociação mais inseguro quando comparado a outros métodos de investimento. O Bitcoin é considerado um investimento de alto risco, recomendado geralmente para quem já tem experiência no universo de renda variável.

Lei da oferta e da procura

O Bitcoin é confiável, mas, assim como em qualquer investimento, existem variáveis que podem alterar seu valor consideravelmente. Já que ele não é emitido nem regulado por nenhum órgão monetário, sua valorização se dá, basicamente, pela lei da oferta e da procura.

Isso pode gerar uma oscilação muito grande no valor da moeda, já que existem vários fatores que podem desestabilizar essa balança, desvalorizando significativamente a criptomoeda de um dia para o outro.

Se visto pelo lado positivo, o risco pode ser transformado em uma oportunidade em momentos de queda. Afinal, ao adquirir a moeda em um momento de baixa, há maior chance de vendê-la em alta em caso de valorização.

Hackers são improváveis, porém possíveis

Embora a tecnologia da blockchain seja extremamente segura – e até hoje não tenha sofrido nenhum ciberataque –, essa é sempre uma possibilidade quando estamos falando do ambiente digital. As corretoras responsáveis pela compra e venda terceirizada dos ativos podem, sim, sofrer ataques caso não reforcem suas plataformas.

Para se manter mais protegidos dessa possibilidade específica, muitos investidores optam por armazenar seus Bitcoins em uma cold wallet – um hardware desconectado da internet, físico, e que pode ser colocado em um cofre ou outro local seguro.

Altcoins desconhecidas

Outro risco do universo cripto se dá pelo fato de hoje existirem mais de cinco mil tipos de criptomoedas disponíveis no mercado. Com tantas opções, nem sempre é possível avaliar de forma criteriosa a movimentação de cada uma delas, que tende a se comportar de forma única.

Apesar da quantidade, é comum que boa parte das altcoins ajam de forma similar ao Bitcoin, já que seus preços tendem a “puxar” a oscilação com base na criptomoeda mais famosa. Entre os exemplos, moedas como a Ethereum e a Litecoin são hoje algumas das mais conhecidas para além do Bitcoin.

O comportamento dessas diferentes criptomoedas pode influenciar o valor do Bitcoin e vice-versa, visto que o preço dele varia conforme a oferta e a procura – que pode ser impactada pela existência (ou não) de alternativas atraentes no mercado.

Como investir em Bitcoins de forma segura?

Os Bitcoins podem trazer muitos ganhos, além de mais tranquilidade e segurança na realização de transações online. Porém, caso você opte por comprar essa moeda com o intuito de ganhar dinheiro, há algumas dicas importantes que vale a pena seguir para ter a melhor experiência. Saiba como investir em Bitcoin de forma segura:

Estude o funcionamento das criptos

Quando se fala em investir em Bitcoins, há diversas histórias de sucesso, mas também outras de completo fracasso. Para minimizar o risco do investimento e não fazer parte do percentual de pessoas que falharam em suas aplicações, é necessário estudar a fundo sobre esse mercado e sobre como funciona todo o projeto por trás da cripto.

Para começar, pesquise tudo que puder sobre o funcionamento dessa criptomoeda e informe-se sobre os fatores que fazem com que seu valor de mercado aumente ou diminua. Lembre-se: o Bitcoin, assim como outros investimentos de renda variável, não seguem um fluxo constante de alta.

Vale pesquisar também sobre as melhores formas de armazená-lo para se proteger de ataques e perdas. Caso não queira aportar sozinho, conte com a ajuda de uma plataforma confiável.

Tenha cautela com quedas e altas

Por ser um investimento volátil, o Bitcoin oferece maiores riscos para investidores novatos que não estão acostumados a perdas. Sendo assim, é mais recomendado para quem já possui ao menos uma reserva financeira. Como esse dinheiro pode tanto aumentar quanto diminuir, é importante que você já tenha um aporte seguro em outros meios.

Antes de partir para qualquer investimento, o ideal é que você tenha uma reserva de emergência com rendimento previsível – como os de renda fixa. Dessa forma, você não ficará à mercê de empréstimos em momentos de dificuldade.

No começo, também é recomendado seguir apenas estratégias de investimento cautelosas, mesmo que os resultados só possam ser observados no médio ou longo prazo. Além disso, fuja de sites que prometem grandes ganhos em pouquíssimo tempo.

Pesquise sobre a reputação das exchanges

Como dito anteriormente, o sistema de Blockchain é bastante seguro para fazer transações, e isso realmente nos permite afirmar que o Bitcoin é seguro. Porém, nem todo usuário sabe lidar de forma autônoma na hora de transacionar criptos por Blockchain. Dessa forma, as exchanges surgem como alternativas para a compra, venda e armazenamento.

É impossível afirmar que existe opção 100% segura e sem falhas em seu sistema, portanto, lembre-se de pesquisar a fundo sobre a reputação da plataforma, há quantos anos ela está no mercado, quais as garantias dadas aos usuários, se já houve invasão em sua plataforma etc. Aqui na BitcoinTrade, por exemplo, utilizamos o método 2FA para garantir maior segurança aos usuários da nossa plataforma.

Utilize uma carteira offline para armazenar as criptos

Apesar de as exchanges serem opções seguras para a compra e venda de ativos, a melhor forma de proteger seus Bitcoins é mantê-los em uma carteira de hardware (também chamada de cold wallet), da qual somente você tem o controle.

Esses dispositivos funcionam de maneira offline por meio de um pen drive ou outra ferramenta que pode ser conectada a um dispositivo. Dessa forma, se o seu computador sofrer com ataques ou mesmo você estiver desconectado da internet, é possível acessar a carteira sem o intermédio de uma plataforma online.

Por que investir em Bitcoin? Confira 7 motivos!

Agora que você já sabe como se proteger na hora de comprar e vender Bitcoins, nada melhor do que uma dose extra de motivação para adentrar nesse universo, não é mesmo? Separamos sete motivos – além da segurança – para você investir em Bitcoins:

1. Inflação controlada

A quantidade de Bitcoins existentes é controlada pelo protocolo do sistema. Isso significa que existe um limite máximo para mineração da criptomoeda. Por ter um caráter limitado e depender da disponibilidade de moeda no mercado, o Bitcoin é um investimento que pode ter a sua inflação prevista.

2. É desburocratizado

Para comprar Bitcoins, não é necessário fornecer uma série de documentos ou aguardar processos de confirmação de dados demorados – como pode acontecer com algumas moedas fiduciárias.

O cadastro em uma plataforma que vende esse tipo de ativo geralmente é confirmado no mesmo dia, e, para fazê-lo, é necessário apenas o envio de alguns documentos simples.

3. Tem aceitação global

O Bitcoin é uma moeda global que vem ganhando cada vez mais espaço. El Salvador, por exemplo, é o primeiro país a adotar o Bitcoin como moeda para pagamentos do dia a dia, algo que pode ser visto como uma tendência para outras nações.

Além disso, a criptomoeda pode ser utilizada para efetuar compras em outros países, sem burocracia e sem sofrer bloqueio de fronteiras do mercado internacional.

4. Sem tarifas de conversão

Pensando apenas em moedas tradicionais, se você fosse fazer a compra de algum produto ou serviço em outro país, provavelmente, precisaria converter seu dinheiro para alguma moeda local. Esse processo de conversão é repleto de burocracias e taxas, que acabam por encarecer as compras.

Quando a transação é feita com Bitcoins, não existe essa preocupação – já que ela é globalmente aceita no ambiente digital e o seu valor é o mesmo em todos os países.

5. Não pode ser congelado

Não sendo controlado ou regulamentado por nenhum governo ou entidade monetária, o Bitcoin funciona de forma livre de amarras ou sanções, não sendo possível o congelamento de taxas ou valores sobre seu ativo.

Por não estar sob a política de nenhum governo ou instituição, a criptomoeda é protegida de possíveis medidas protecionistas ou confiscos que possam acontecer no país onde você mora.

6. Possui muita informação disponível

Apesar de existir há poucos anos e de ter se mantido uma incógnita por determinado período, o Bitcoin é hoje uma das temáticas mais propagadas na internet. Dessa forma, é possível encontrar muito conteúdo online para se aprofundar sobre o tema, bem como sobre outras altcoins que surgem diariamente no mercado.

Hoje, podemos afirmar que as principais informações sobre os Bitcoins já foram disseminadas, o que é um incentivo a mais para quem está começando a investir nesse ramo.

7. Menores gastos com taxas

As transações realizadas com moedas virtuais possuem um custo mais baixo do que aquelas que necessitam do intermédio de bancos, agências financeiras ou operadoras de cartão de crédito. Além disso, diferentemente das moedas convencionais, as criptomoedas não estão sujeitas à cobrança de taxas cambiais, IOF e outros custos.

Uma das poucas taxas a serem pagas vai para os mineradores ou exchanges quando o usuário precisa enviar uma remessa de Bitcoins, porém o custo da taxa é variável e tende a ser muito menor quando comparado a outros métodos de investimento.

Conte com a BitcoinTrade para fazer investimentos seguros

O interesse das pessoas pelas moedas digitais cresce a cada ano, mas, assim como para realizar qualquer investimento, entrar no mundo das criptos ainda pode ser amedrontador. Como é possível observar, investir em Bitcoin é seguro a partir do momento que você faz as melhores escolhas para transacionar as moedas e armazená-las.
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